A área da medicina é uma das muitas que está passando por mudanças drásticas em relação à digitalização. Antes de mais nada, a pandemia do Covid-19 acelerou uma nova realidade no mundo todo, principalmente para os profissionais do setor da saúde. Esses novos hábitos tiveram que ser abraçados em um curto espaço de tempo; todos precisaram se adaptar ao “novo normal”, que transformou nossas vidas para sempre.
A telemedicina acabou se tornando uma prática comum e, com a necessidade do distanciamento social, as consultas online ficaram ainda mais recorrentes. Com isso, pacientes e profissionais tiveram que lidar com uma série de transformações na rotina. Como, por exemplo, entender como funciona uma receita médica digital, se adaptar aos meios tecnológicos, usar assinatura digital (no caso dos médicos), comprar medicamentos via delivery, lidar com atestados à distância, entre outras mudanças.
Hoje, mesmo após o fim das restrições, esse movimento não retrocedeu. A telemedicina e os documentos digitais continuam em expansão, com regulamentações mais maduras e maior adoção por médicos, clínicas e operadoras de saúde.
Em 2024, os agendamentos de consultas médicas por telemedicina cresceram 53% em relação a 2023, segundo levantamento da plataforma Doctoralia.
Em suma, esses dados nos mostram que a prática da telemedicina está em constante crescimento e aderência. Falando nisso, você sabia que o uso da assinatura digital para médicos também cresceu muito por causa da digitalização dos processos de saúde? A tecnologia traz diversos benefícios para a prática médica, principalmente no que diz respeito à segurança e à validade jurídica.
Neste artigo, você vai conhecer 4 motivos para usar assinatura digital na medicina. Confira!

Atuar na telemedicina
Um dos principais motivos para usar assinatura digital na medicina é que, com ela, o médico pode atender à distância. De acordo com a Lei 13.989/2020, que dispõe sobre a prática da telemedicina, o profissional deve assinar receitas e atestados por meio da assinatura digital com o certificado digital da ICP-Brasil ou certificado profissional (e-CRM), pois estes são os meios que garantem autenticidade, integridade e validade jurídica no meio virtual.
Caso o médico venha a utilizar uma receita digitalizada, sem o uso do certificado digital, o documento não possui garantia e pode inviabilizar a compra de medicamentos em farmácias, por exemplo.
Além disso, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é favorável ao uso de assinatura digital em receituários e atestados médicos, desde que estejam no padrão da ICP-Brasil. Esse cuidado também reforça boas práticas de conformidade com a LGPD, já que dados de saúde são considerados sensíveis e exigem proteção reforçada.
Redução de custos
A assinatura digital na medicina também gera redução de custos para as empresas do setor de saúde que passam a utilizá-la. A economia vem em diversos sentidos: consumo e impressão de papéis (já que o processo passa a ser totalmente digital), não é necessário se preocupar mais com manutenção de impressoras, nem com o transporte de documentos e arquivamento, por exemplo. Com a redução de custos, é possível direcionar os investimentos para outras áreas do seu hospital, clínica ou laboratório. Afinal, encontrar meios de economizar é sempre uma boa ideia!
Mais agilidade
A assinatura digital na medicina também permite que os profissionais tenham mais agilidade em todos os processos: do atendimento ao arquivamento de documentos. Além dos médicos, os pacientes também saem ganhando: não precisam perder tempo se deslocando até o consultório, depois até a farmácia, por exemplo. Além disso, o fato de a assinatura digital poder ser feita em minutos agiliza todas as etapas como um todo, inclusive processos como envio de prescrições digitais e integração com sistemas eletrônicos de saúde.

Mais segurança
Você sabia que as assinaturas digitais são até mesmo mais seguras do que assinar um documento com papel e caneta? Essa tecnologia possui protocolos de alto nível de segurança, como a criptografia, que garante autenticidade e legitimidade aos documentos. Além disso, um documento eletrônico assinado digitalmente leva consigo um carimbo de data e hora (ou carimbo do tempo), que é um selo que atesta a data e hora exatas em que o documento foi assinado. Isso garante que o documento não sofrerá alterações, garantindo a veracidade das informações.
Em um documento físico, por exemplo, não é possível ter essas informações que asseguram os dados inseridos, sendo passível de fraudes.
Essa camada extra de proteção é especialmente importante na saúde, já que dados médicos são considerados sensíveis pela LGPD e exigem controles rigorosos de segurança.
Conclusão
Em suma, adotar a assinatura digital na medicina traz inúmeras vantagens para empresas do setor: economia operacional, mais credibilidade nos documentos clínicos, automação de processos, sustentabilidade, agilidade no atendimento e maior produtividade das equipes.
Por fim, mais do que apenas assinar documentos digitalmente, também existe uma solução que poucas empresas do setor da saúde sabem da necessidade e importância: a gestão digital de documentos. Com esse método, o hospital, laboratório ou clínica consegue gerenciar todo o ciclo de vida dos documentos digitais: desde a criação até o armazenamento!
Perguntas frequentes sobre assinatura digital na medicina
Não. A assinatura digital usa certificado ICP-Brasil ou certificado profissional (e-CRM) e tem validade jurídica plena para documentos médicos. Já a assinatura eletrônica simples não garante a mesma identificação e não serve para receitas, atestados ou laudos.
Sim, quando emitida digitalmente. Para que tenha validade jurídica e seja aceita em farmácias, a receita precisa ser assinada com certificado digital ICP-Brasil ou equivalente reconhecido pelo CFM.
Sim. Documentos assinados digitalmente têm validade nacional e podem ser verificados por qualquer instituição, desde que sigam os padrões da ICP-Brasil.
Sim. Além da criptografia e do carimbo do tempo, a assinatura digital facilita o cumprimento da LGPD, já que permite rastrear, auditar e proteger dados sensíveis de pacientes.
Sim. Em sistemas que adotam PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente), a assinatura digital substitui o papel com segurança e integridade, mantendo a validade jurídica dos registros clínicos.